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Ministério dos Negócios Estrangeiros

Chocalhos já são Património da Humanidade

 

A candidatura da arte chocalheira a Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente foi aprovada esta semana pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT) em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas lideraram a candidatura do fabrico de chocalhos, instrumentos para localizar rebanhos.

Este reconhecimento representa uma oportunidade para o turismo português em geral e para o turismo alentejano em particular, proporcionando o reconhecimento de um traço distintivo da cultura portuguesa e contribuindo para a promoção de Portugal enquanto o destino cultural único que é. Esta candidatura soma-se ao Fado e ao Cante alentejano, ambos considerados já como Património Cultural Imaterial pela UNESCO.

 

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É a primeira vez que Portugal inscreve um bem cultural com Necessidade de Salvaguarda Urgente e esta nomeação comporta também uma série de obrigações pela salvaguarda deste bem, como seja um plano de ação que garanta a sua preservação. O objetivo principal é dinamizar esta arte e impulsionar a sua continuação ao longo do tempo invertendo o seu risco de extinção.

O fabrico tem uma dimensão nacional mas a candidatura centrou-se na arte da freguesia de Alcáçovas, considerada o centro de fabrico de chocalhos no país. Esta é uma arte milenar cuja maior expressão é claramente no território alentejano, especialmente nos municípios de Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo.

É uma atividade metalúrgica associada à pastorícia, sendo um instrumento de percussão munido de um só batente interno. Funciona como um sino e coloca-se normalmente no pescoço dos animais com recurso a uma correia em couro. Permite aos pastores localizar e dirigir os seus rebanhos através de um som harmonioso que cria uma paisagem única. As crenças populares atribuem-lhe também poderes protetores e mágicos.

É portanto importante considerar o fabrico de chocalhos seja pela sua promoção turística como pela sua função social e cultural, evitando consequências como uma excessiva exploração turística e aproveitando uma oportunidade única de promoção da identidade cultural portuguesa.

 

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